segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Matei a saudade e a mim

-Eram aqueles dedos gelados que eu esperei, que eu desejei em todos esses anos, nada mais me importava, eu tinha eles de volta naquele momento ali, e eu iria até o fim.-

Ofeguei baixinho contra a boca dela como num pedido súplice pra me dar ar, me dar tempo de respirar, aqueles olhos azuis correram pelos meus, queimando cada centímetro do meu corpo -malditos olhos azuis- frágil. Mordi a boca dela em resposta, me jogando naquela fogueira que ela tinha acendido. Aqueles dedos corriam com conhecimento e rapidez pelas minhas costas, erguendo minha blusa e me fazendo arrancá-la mais apressada que ela. Nossos olhos nãos desgrudavam, não tinha como, era como se cada minutos desses anos longe estivessem sendo apagados no nosso olhar. Desceu os dedos pelas laterais do meu short o abaixando e mordendo minha barriga, suspirei agarrando aqueles cabelos negros, cheirosos e macios e a puxei pra mim, arrancando impaciente o sutiã e o short de corrida. Aquelas mãos me empurraram ali mesmo no sofá e me deixou ter uma visão perfeita daquele corpo tatuado numa cueca boxer branca, deixando tudo mais sexy, levantei de novo pirando com aquela lerdeza dela, o que a fez ver a minha vontade. Pisei no fio do telefone o chutando e o derrubando em cima do sofá, caminhando aos esbarrões, sedo conduzida por aquelas mãos no meu rosto, sem desgrudar da minha boca. Olhei enquanto ela entrava no box do banheiro e a água começando a cair, recostei enquanto observava ela debaixo daquela água.

C- Vai ficar ai?

Obviamente não, andei desajeitada resvalando com o resto do shampoo que corria pelo ralo, me segurei nela, nos colando contra a parede, sentindo seu sexo nu contra a minha coxa.Eu já não tinha mais paciência, e nem a ingenuidade da época em que namoramos. Sorri descendo a boca direto nos biquinhos que roçavam pelos meus, mordendo forte e o puxando entre os dentes, arrancando um suspiro que não ouvia a anos. Desci minha língua pela barriga dela, como se contornasse todas as linhas das inúmeras tatuagens dela, erguendo habilmente uma perna e a pondo sobre o meu ombro, fazendo o mesmo com a outra. Seus olhos me olhavam, implorando em silêncio por mim, aproximei a boca dando um chupão no clitóris dela, falando entre dentes "Pede, pede direitinho o que você quer.". Fiquei roçando meus lábios pelo clitóris dela, sem realmente o tocar, eu sabia que ela iria ceder.


Sua mão invadiu meu cabelo me puxando bruscamente contra o seu sexo, falando num grunhido "Me chupa logo porra". Ri baixinho socando minha língua varias vezes seguidas na entradinha dela, melando todo meu queixo com o liquido dela. Eu nunca esqueci daquele gosto, daquele cheiro, daquele corpo. Tudo que desejei naquele momento era o gozo dela, vindo minutos depois num grito que tomou conta do banheiro, e espasmos intercalados, me olhando e rosnando entre dentes.

Eu não imaginava que um dia teria ela de volta, muito menos que seria assim, que essa porra de amor voltaria junto. Toda a saudade, todos os anos jogados fora foram merecidamente descontados naquela tarde, nos meus orgasmos infindáveis, na porta do banheiro ajoelhada no rosto dela, na cama, no chão. Minha exaustão me fez dormir sobre o ventre dela, jogadas de qualquer forma sobre o tapete fofinho que ficava aos pés da cama.

Talvez esses anos nunca tenham existido, e eu só estava fazendo parte de um grande pesadelo. Quem dera. Senti um carinho gostoso no meu cabelo, resmunguei em um som inaudível abrindo meus olhos pra ver seu rosto apoiado num travesseiro, me olhando diretamente. Meu coração veio na boca e levantei num salto, tentando lembrar onde tava a porra do meu celular. Ela não entendia, perguntava baixo o que tinha acontecido, o que ela tinha feito. Corri até a sala achando minha bolsa e junto meu celular, olhei suspirando ao ver a hora marcando 21:37 e 18 chamadas não atendidas. Olhei pra baixo murmurando um 'merda'. Ela entrou aos tropeços na sala, colocando a cueca e me olhando sem expressão.

C- Que que aconteceu porra? Que eu te fiz? 

Subi minha calça pelas pernas, puxando a blusa pra baixo e fechando o fecho da calça de qualquer jeito, olhei pra ela, colocando os tênis mais que rápido e falando num tom baixo "eu tenho mulher.". Seus lábios se afundaram numa linha fina e escura me mostrando o desapontamento. Catei minha bolça, e fui até ela segurando nas mãos agora quentes, talvez de ódio.

A- Eu to com a Rafa desde que você foi embora, agente ... agente mora junto. Eu .. eu ... me desculpa, eu não posso.

Me aproximei pra dar um beijo de despedida, e ela virou apertando os olhos, segurando um pseudo choro. Aquele não era o momento, eu não podia ficar ali dando assistência, pedi desculpas novamente, saindo sem ao menos olhar pra trás. Eu acho que a essa altura eu nem tinha mais mulher.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Não querer fugir, eis a questão.

Meu sorriso era mais uma linha que insistia em se curvar, mas eu precisava mantê-lo, afinal pra quem estava na empolgação pela tatuagem agora estar com essa cara, não iria enganar ninguém. Levantei depois de uma noite inteira sem dormir, caminhando da cozinha pro quarto, do quarto pro banheiro, entre copos e copos infindáveis de água e consequentemente bexiga cheia. Sentei na cama fitando o relógio acima da cabeceira, 05:45 da manha, suspirei pensando em tomar uma banho, mas senti uma mão me segurando pelo punho.

R- Onde cê vai? (falando  com a voz rouca)
A- Tomar um banho, amor.
R- Fica aqui (levantou a cabeço olhando o relógio), tá super cedo, ainda tenho 1 hora pra ficar na cama com vc.

Dei um meio sorriso e voltei me aconchegando nos braços dela. Olhei pro seu rosto, ainda com os olhos fechados, deslisei o indicador por todas as linhas que faziam do rosto dela uma perfeição. Como eu poderia deixar dela? Nossa, escondi meu rosto no pescoço dela me mutilando mentalmente por ter tido esse pensamento. Senti um cheirinho tão gostoso e familiar, fechei os olhos e por alguns segundos vi a Cher na minha mente, desejei que fosse ela ali. Levantei num pulo e sem mais dizer fui pro banheiro. Ainda escutei ela me chamar, mas era muita coisa pra mim, não podia ficar pensando na Cher, não perto da Rafa. Tomei meu banho e fiquei o resto da manha fugindo dos meus pensamentos em frente a tv, minha folga tava sendo um terror. 


Eu não podia, mas eu queria. Vesti uma roupa o mais rápido possível, catei minha bolsa e sai com o telefone em mãos ... chamando um táxi. Fui o caminho todo olhando a porra do cartão dela. Mordi o lábio descendo e nem me preocupando com o troco. Sentei no banco do outro lado da rua acendendo meu cigarro e olhando pra cima, como se esperasse que minha Rapunzel joga-se suas tranças. Senti alguém sentando ao meu lado e olhei me assustando.

C- Bonito o prédio né? Alias boa tarde.

Eu to fodida, agora o que eu digo? Não tem como inventar desculpa, eu estava aqui por ela e tava na cara que ela sabia disso. Filha da puta.

A- Boo...oaa tarde. (voltei os olhos pro prédio) É sim.
C- Me oferece um? (indicando o cigarro com a cabeça) Deixei a carteira la em cima.
A- Cla...aaaaro. (sorrindo) Você tava correndo? (entregando o cigarro a ela)
C- Sim, eu corro nesse horário, e você que faz aqui? Alias nem sabia que você fumava.
A- Eu ... eu ... tava andando, minha folga hoje. Eu fumo tem uns 4 anos.

Me olhou com um sorriso inconfundível, o mesmo que me deu após a nossa primeira vez enquanto me acalmava psicologicamente. Mordi o lábio fitando a boca dela e desviando rapidamente os olhos pro meu tênis. Vi ela se levantar pelo canto do olho. Levantei o queixo, olhando naqueles olhos azuis, malditos olhos azuis que me deixavam feito idiota.

C- Vou subir, hm ... vem? Vou te devolver o cigarro.
A- Não precisa, eu ... 
C- Faço questão.

Tirou as chaves do bolço e foi me puxando pela mão, suspirei me dando por vencida e entrando no prédio. Aquele silêncio no elevador e nosso 'encontrão' na porta da casa dela ... era tão constrangedor. Sorri lembrando do dia anterior, nem percebi ela estar a meio metro na minha frente. Ela me alcançou o cigarro e claro ... me atrapalhei deixando-o cair. Ela o juntou chegando mais perto, podia sentir a respiração dela na minha boca.

A- Por que isso Che...eeer? (sussurando deolhos fechados)
C- Shiu .

Suas mãos geladas seguraram meu rosto e eu me deixei, me larguei naquele beijo que eu tanto conhecia, naquelas mãos que eu tanto amei nesses anos, sim ... eu nunca deixei de amar. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Por que?

Passei uma semana em cólicas de nervosa por causa da tatuagem, quase liguei informando minha desistência. Mas catei o pouco de coragem que eu tinha e coloquei a bolsa no ombro indo em direção ao ponto de ônibus. É, minha mulher me deixou a pé, teve que ir a uma cidade visinha, então teria que enfrentar a lotação. Sentei atras me esquivando de toda aquela gente estranha. Uma tortura de 25 minutos, mas que finalmente acabou quando desci na calçada a 2 quadras do apartamento da tatuadora, sim, sabe se la por que ela não montou um lugar próprio pra isso, mas a questão era que ela iria me atender no apartamento dela. Cheguei na portaria mostrando o cartão pro carinha que ficava ali e me dirigi ao elevador apertando o 9, mano ela não mora tão longe mas por que no 9º andar? 

Senti uma sensação estranha no estomago ao apertar a campainha, abri a bolsa catando o papel com o desenho da tatuagem e olhei pra frente quando a porta se abriu. Aqueles olhos, aquela boca, aquelas tatuagens tão conhecidas pelos meus dedos, pela minha boca, desmanchei meu sorriso tentando me manter em pé, mas não vi mais nada. Abri os olhos achando que arrecem estaria acordando, na minha casa, que nem havia saído ainda, mas aqueles olhos azuis não me deixaram acreditar naquilo. Levantei assustada me afastando dela, colocando as mãos no meu rosto, apavorada com aquilo, foram 5 anos, cinco anos tentando arrancar de mim aqueles olhos azuis, tentando esquecer que um dia a conheci, mas agora ela estava ali, de novo a poucos metros de mim, tão linda. [http://24.media.tumblr.com/tumblr_lxl0w13X3F1qi3tb0o1_400.jpg] Senti sua mão envolver um dos meus pulsos, retirando-o do meu rosto, me olhou fascinada, como se estivesse conferindo cada centímetro de mudança do meu rosto. Sorriu e sentou no sofá me fitando travessa.


C- Oi, você vai ficar o dia todo ai ... em pé?
A- Mas eu ... voce ..como ... ah shit! (andando em circulos)
C- Da pra parar? (me segurando pelos braços) Vem, quero ver o que voce vai tatuar.

Andamos até uma sala espaçosa, bem clara, mas com varios posteres, e uma cama daquelas tipo dentista, mas sem as aparelhagens. Sentei olhando ainda boba pra ela...

C- Trouxe o desenho?
A- Si...sim trouxe (o entregando pra ela)

Olhou atenciosa, e saiu do comodo com a folha na mão, voltou pedindo pra tirar as roupas da parte de cima, me deixando completamente vermelha e sem graça. Tirei a blusa pedindo pra ela abrir a emenda do meu sutiã, seus olhos correram rapidamente pelos meus seios, fugindo assim que os meus encontraram os dela, deitei a olhando mexer num outro tipo de folha, com o mesmo desenho só que maior, grudou sobre as minhas costas e sentou do meu lado.

C- Medo?
A- Pouquinho. Hãm ... dói?
C- Não muito, é suportável.
A- Que bom, então ... não vai me contar o que fez nesses 5 anos?
C- Eu ... fui embora e conheci uma garota que na época era tatuadora, terminei a escola e aprendi muita coisa com ela, agente (torcendo a boca) meio que morou junto, ai ela foi embora pra Londres e eu comecei a fazer curso pra tatuar, a 2 anos atras, e bem, fiz um pequeno sucesso por la e bem ... esse ano cansei de la, resolvi voltar ... abrir meu negocio aqui. Não esperava te encontrar, pra mim você ja tinha saido dessa cidade a tempos.
A- Poisé, mas não sai.


Ela levantou arrumando a maquina, provavelmente pra começar o sacrifício, pousou uma mão com a luva emborrachada na minha pele "Pronta?", fechei os olhos respondendo que sim, a dor era chata, encomodava, mas era suportável como ela disse. Foram 3 horas de tortura, ela pegou um espelho me mostrando o lindo trabalho, taquipariu ficou perfeita [http://27.media.tumblr.com/tumblr_lxl0xgbsvA1qi3tb0o1_500.jpg], tapou minhas costas com um tipo de plastico me dando todas as instruções de como cuidar, caminhamos até a porta da sala em silêncio, ela abriu me fitando desorientada.

C- Então, você volta daqui 2 semanas pra mim dar o retoque.
A- Ta, então eu vou indo (me inclinando pra apertar a mão dela)
C- Ta...ta bom (me puxou pela mão, deixando seus labios escaparem num selinho cheio de saudades), tchau então.
A- Tchau 

Virei chamando o elevador, antes que eu pirasse e acabasse voltando praquele apartamento pra acabar com a minha saudade dela. Cheguei na rua avistando o carro da Rafa, como combinado que ela iria me buscar, entrei nervosa dando um selinho rápido nela. Perguntou-me como foi, e eu disse em poucos detalhes dando a entender que foi torturante, disse que em casa mostraria, eu não conseguia tirar aqueles olhos da minha cabeça, precisava dar um jeito dela não desconfiar, porque eu devia estar super aérea, com uma cara de idiota. Mas como não estaria, 5 anos sem ver a Cher, e ela volta agora me fazendo sentir tudo aquilo de novo, por que?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Tédio ;s

Abri meus olhos totalmente relaxada, o que um cochilo não faz. Olhei pro meu braço com uma marca super roxa e fusilei ela ainda dormindo, agora teria que apelar pra maquiagem, sim porque minha mãe não pode ver uma marca em mim que ja vem com os mesmos papos 'Mas filha me diz como é" "Violenta a noite/tarde/manhã ein" e bla bla bla, tudo que eu menos queria era ela perguntando da minha vida sexual. 

Levantei com cuidado pra não acordá-la e vesti minha roupa que havia sido abandonada no chão. Eu nunca gostei de limpar a casa, mas depois de praticamente 5 anos e casada como eu me encontro, aprendi até mesmo a cozinhar, e levo jeito pra isso ... ela adora minha comida. Sai catando as roupas sujas e colocando-as na maquina pra lavar enquanto eu limpava a cozinha e a sala, parecia a casa de dois furacões e não de duas mulheres, ri do meu pensamento juntando uma saia dela dos pés do sofá. Depois de dar uma de dona de casa precisava de mais um banho, claro. Entrei pé por pé no banheiro ja despida, entrando de baixo da água gelada, tava muito calor. Escutei a portinha do box abrindo e logo suas mãos estavam em torno da minha barriga, mordendo meu ombro. Sorri pousando minhas mãos em cima das dela, sobre a minha barriga.

R- Por que não me acordou pra te ajudar?
A- Tava tão linda dormindo que deu pena.
R- É mesmo? (mordendo forte meu pescoço)
A- Não Rafa! Olha (erguendo meu braço pra ela), sério ... não quero interrogatórios maternos.

Ela riu me virando de frente, enchendo meu rosto de beijinhos, misturados com a água que descia pelos nossos rostos, me abraçou forte praticamente me esmagando.

R- Eu te amo.
A- Eu também, amor.

Suas mãos escapavam pelo meu corpo querendo me acender de novo, mas eu a estapeava só de pirraça 'para amor, quase na hora deles chegarem, e eu ainda tenho que tapar meus roxinhos', mordi a boca dela escapando do box, a olhando pelo lado de fora, ri ao vê-la grudar seu corpo no vidro embaçado, deixando visíveis seus biquinhos, ergueu o indicador escrevendo no vidro 'por favor?', ri e balancei a cabeça negativamente saindo definitivamente do banheiro, seria muito risco fazer isso agora, quase na hora de todos chegarem. 

Tentei de tudo que eu pude, e consegui tapar as marcas mais visíveis do meu corpo, e la estava eu, tentando ser paciente diante da minha mãe e o restante, esses jantares eram de praxe, sempre a mesma coisa, presenitnho aqui, presentinho ali, boas horas de conversa, as fugidas da minha mãe pra me pegar sozinha e começar a me interrogar sobre como a Rafaela era na cama, isso me tirava do sério, eu ria caminhando pela casa com ela na minha cola. E por fim acabavam cansando e meu sogro tinha vôo logo cedo, acabavamos sozinhas, fechando a noite com ... um bom sono. Sim, não tem como mover um musculo de cansada depois dessas festinhas entediantes.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Love in the afternoon

Cheguei largando minha bolsa no chão as pés da cama e deixei meu corpo experimentar a sensação gostosa da cama geladinha, eu adorava isso. Mas Rafaela nunca me deixava aproveitar, ela mal me deixava descansar, e vinha me agarrando, ta eu adoro isso também, mas é tão gostoso isso. Fiquei passando as mãos sob a colcha gelada enquanto ela tomava banho. Cansei do meu minuto de criança e sentei na cama alcançando a bolsa, peguei o papel com o desenho da minha tatuagem e fiquei ali olhando por um bom tempo, até que escutei o chuveiro sendo desligado. Larguei o papel sobre a cama e me dirigi ao roupeiro catando uma roupa qualquer, joguei a toalha sobre o ombro e caminhei até o banheiro. Fiquei admirando-a enquanto largava minhas roupas na bancada, sorri ao encontrar seus olhos cor de mel. Ela era tão linda, me fazia ficar boba com seu encanto todo, tanto que me hipnotizava, sem perceber já estava sendo grudada contra a bancada.

A- Hey (fugindo da boca dela) , calma apressadinha, posso tomar banho primeiro?
R- (mordendo seu próprio labio) pode sim.

Me deu um beijo lento cheio de carinho, como se me desse uma pequena amostra do que eu teria ao sair do banho. Sorri dando um tapa na bunda dela assim que ela virou de costas saindo pela porta do banheiro, me olhou travessa e saiu sem nada dizer. Liguei o chuveiro tentando não me incomodar com o que viria mais a noite, sim todos os meus aniversários minha mãe e o Tiago vinham pra cá, e conseqüentemente o pai da Rafa também vinha. Eu realmente não gosto dessas festinhas e jantares sabe, me estressa. Eu prefiro mil vezes ficar com ela aqui no nosso quarto, recebendo todos os beijos dela, do que estar fazendo sala pra parentes, sei la, sei que sou estranha, mas eu tinha que fazer isso. Meu sogro trabalhava fora do país e vinha 2 vezes no ano pra cá, no meu aniversário e no da Rafa. Não poderia jamais fazer essa desfeita. Mordi o lábio terminando de tirar todo o shampoo do meu cabelo, olhei pro espelho balançando a cabeça negativamente e desliguei o chuveiro, olhei pras minhas roupas em cima da bancada e olhei de relance pro quarto, rindo de mim mesma, as peguei e pus sob o braço entrando no quarto totalmente nua. Olhei pra ela, que se encontrava da mesma forma deitada na cama, mordi o lábio deixando minhas roupas caírem no chão. Aquela pele branquinha me tirava do sério, beijei seu ombro enquanto recostava minha cabeça por ali.

A- Ta pensando no que?
R- No quanto você deve estar irritadinha por causa da janta de hoje a noite.
A- Não eu to bem (olhei em volta), e por falar nisso tenho que dar um jeito na cozinha e na sala.

Seu braço sumiu debaixo da minha cabeça e em poucos segundos ela estava de 4 sobre mim, foi chegando pertinho roçando seus lábios pelos meus carinhosamente, sussurrando entre beijinhos molhados até a ponta da minha orelha 'depois linda'. Cada toque dela, era como se meu corpo reagisse cada vez mais em um nível mais alto, suas mãos escorregavam pela minha barriga arranhando-a com leveza e calma, numa tortura horrível, coloquei as mãos nos seios dela massageando com calma, vi seu sorriso brilhar e rapidamente sua mão segurar meus pulsos sobre o colchão, ela gostava de me enlouquecer, aquela boca vagando sem pressa pelos meus biquinhos entre mordidinhas e chupões que me deixavam cada vez mais com manchas arroxeadas. Era inevitável não arrepiar e gemer sem nenhum tipo de controle 'a..amor não tor..tortuura aassim', disse quando senti sua língua deslisando pelo meu ventre, descendo pela minha coxa, instintivamente abri mais minhas pernas tentando controlar alguns gemidos, em vão! Assim que sua língua me invadiu senti os músculos da minha barriga retesarem, e os gemidos saírem sem aviso nenhum. Meu sexo queimava a cada vez que sentia sua língua perdida no meu clitóris, enruguei a testa sentindo cada solavanco que meu corpo dava com os movimentos dos dedos dela dentro de mim, minhas mãos livre correram entre os cabelos dela apertando com força, a puxando cada vez mais pra mim, como se quisesse que ela entrasse no meu sexo, A combinação de seus dedos e sua língua em mim me fizeram soltar um grito mais alto, suspendendo a respiração sentindo o orgasmo chegando, tremi arqueando o corpo, tendo espasmos fortíssimos, sentindo todo meu intimo pulsar descontroladamente na boca dela. Fechei os olhos gemendo com dificuldade, minha voz rouca chamando pelo nome dela, sentindo todas as correntes elétricas que corriam pelo meu corpo começarem a diminuir, larguei meu corpo sem forças sobre a cama, passando minhas mãos pelo rosto. Seus beijinhos subiram pela minha barriga e tomaram conta da minha boca me fazendo sentir meu próprio gosto. E daquela boca linda ela sussurrou 'eu te amo minha linda', tudo que eu tinha em mente, toda a tortura que eu planejava pra ela foi por água a baixo, instintivamente me apoderei daquela boca, daquele corpo, da pele branquinha, daquele olhar que me olhava cheio de carinho enquanto seu corpo tremia nas minhas mãos. E realmente era magico, cada detalhe. Coloquei o celular despertar pra tirar ao menos 1 hora de sono com ela, puxei o lençol por cima de nós deitando no peito dela, sorrindo ao escutar sua respiração pesada, ainda se recuperando.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

24 years

Olhei o relógio impaciente louca pra que chegasse logo o horário do almoço, trabalhar em pleno aniverssário não é uma boa, mas tinha que trabalhar né. Olhei o relógio de novo 12:10. Joguei minhas coisas na bolsa olhando pra secretaria 'fecha o caixa pra mim, não to muito bem.'É claro, não iria aguentar mais nem um minuto naquela porra, realmente tecnologia me fascinava, mas não pra ficar o dia todo supervisionando a venda delas, eu queria sei la, algo mais, queria fazer algo como webdesigner, ou desenho industrial, e estava a um fio de largar aquilo e fazer o que tanto sonho. Olhei em volta descendo o degrau da entrada da loja, puxei o maço de Mallboro do bolso e acendi o cigarro sem preocupaçao. Senti alguém apertar minha cintura por traz me fazendo arrepiar, sorri soltando a fumaça. Olhei pra ela tão linda quanto a 5 anos atras, quando nos conhecemos. Seu cabelo agora repicado e preto liso, realmente linda, beijei-a rapidamente antes de terminar meu cigarro, olhei pra bituca quase pequena e a joguei no esgoto me virando totalmente pra ela.

A- Oi, posso saber o que a senhorita faz (olhando o relógio) no teu horário de tralho aqui?
R- Vim te dar meu beijo de parabéns ja que você praticamente fugiu de casa hoje pra mim não te prender na cama. (sorrindo lindamente)
A- Tinha que trabalhar, sabe disso.
R- Mas nâo è sempre que minha mulher faz 24 anos.
A- Precisava lembrar que to ficando velha? (franzindo a testa)
R- Amor eu tenho 28 e você me acha velha?
A- Não ... mas é dif...
R- Não tem nada de diferente, agora seja boazinha e venha almoçar comigo.

Ela me vence no cançaso, realmente não me agradava em nada lembrar que ja estou na casa dos 20, taquipariu 24 anos, as coisas voaram praticamente.

Sentamos na mesa mais afastada, ela pediu algo em coxixos pro garçon e eu mais preocupada com o menu nem percebi nada. Baixei a tabela da frente do meu rosto ao som do seu segundo chamado, em cima da mesa havia uma pequena caixinha envolta em camurça cor de vinho, olhei meio envergonhada sem saber o que dizer, e a peguei na palma da mão. Abri me deparando com um par de alianças lindissimas [ http://28.media.tumblr.com/tumblr_lwv97anm2Z1qi3tb0o1_500.jpg ]. A olhei com uma expressão interrogativa e só vi seu sorriso, pegou minha mão colocando a aliança na minha mão direita, repeti o ato entrelaçando nossas mãos em seguida.

R- Gostou?
A- Amei, só não entendi se isso foi um pedido de casamente (rindo meio boba com a aliança)
R- Se você quer, casamos ... contrato no civil e tudo o mais.
A- Ei calma, muita informação, mas eu vou pensar.
R- Então o que vai querer de presente?
A- Ah amor ja conversamos sobre isso.
R- Fala linda.
A- Se é muito chata viu. Mas enfim, tava pensando em fazer uma tatuagem, que cê acha?
R- Vai fazer o que?
A- Uma coruja nas costas. (mordendo o labio apreensiva com a reação dela)
R- Eu acho uma ótima ideia, vai ficar lindo, e ouvi falar que chegou uma tatuadora na cidade muito foda, a chamam de C. Rotty.
A- Nome bem bolado, enfim ... marca pra mim então, ja que quer tanto me dar um presente.
R- sim meu amor, faço questão de ligar pra la hoje, ai você vê o desenho que quer.

Sorri de orelha a orelha, eu sempre quiz fazer uma tatuagem mas me faltava coragem, e incrivelmente esse ano eu estava corajosa. Dei mais alguns beijos na minha linda e entrei na loja, 13:45 e eu ainda tinha até as 18 pra ficar naquela joça, fiquei olhando alguns sites com desenhos de tatuagens, procurando a minha futura. Era meu aniverssário e eu não tava nem ai, coloquei a secretaria no serviço e fiquei vadiando até o horario de ir embora, antes mesmo de pegar minha bolsa Rafa ja estava na frente da loja buzinando. Peguei a folha do desenho da impressora e sai correndo até o carro. Sentei jogando as coisas no banco de traz e ela me estendeu um cartãozinho com o endereço e o horario da sessão. Quase pirei feito uma criança dentro do carro. Dei um selinho nela e descansei a cabeça no banco, mesmo vadiando naquela loja eu canso. E eu queria saber do que, mas né.

Pensamento no Futuro

Eu fui muito esperta em não ter exagerado na maquiagem, porque chorei muito, minha mãe tava simplesmente perfeita, e o sorriso nos labios dela denunciavam o tamanho do sentimento que ela tinha por Tiago, eu estava feliz, por ela, por mim, por ele ... um cara de sorte. Tudo foi como planejado, nada fora do comum, a não ser pelos olhos curiosos do padrinho do Tiago, olhando minha Rafa como se ela fosse um pedaço de carne a se escolher. Sorri ao encontrar o olhar dele, entrelaçando minha mão na dela. Era bom que as coisas se mostrassem nos seus devidos lugares pra que não haja nenhuma duvidas a quem ela pertence. Sei, sou super ciumenta, nossa ... muito mesmo. 

Enfim aquele dia todo puchado de maquiagem e ultimos detalhes, foi esquecido na festa após a cerimonia. Eu realmente me diverti, paralisada em o quanto ela estava linda, e como o seu sorriso era tão meu. Ela me fazia esquecer que eu não teria Cher de volta, é meio injusto ficar pensando nela nessa nova faze, praticamente morando com a Rafa. Mas eu nunca vou poder negar que o meu amor sempre foi e sempre será da Cher, minha Cher. Se eu não tivesse tanto medo de magoar essa coisa linda que esta ao meu lado, eu iria atras dela, iria até o inferno procurá-la, mas não dá, sei o grande mal que vou faria ao coração da Rafa se fizesse isso, então chega, chega disso. As coisas acabam, sempre acabam.

R- Ta pensando em que amor?
A- Em como vai ser diferente daqui pra frente. (olhando a rua da janela do carro)
R- E o que é diferente pra você?
A- Sei la, estar praticamente casada com você, o que não é ruim, mas eu só tenho 18 anos, e tam...
R- Shiiiiu (tapando minha boca, dividindo o olhar com o transito e meus olhos), tudo vai ser como agente quer, você não vai perder nada por estar 'casada' comigo, agente se gosta e eu vou fazer tudo que você quiser pequena.
A- As vezes eu me pergunto o por que de você ser tão 'tudo'.
R- É só o resultado do teu carinho amor. Só isso.

Sorri tentando esquecer de um passado não tão longe, e a beijei rapidamente, corando enquanto ela me observava furtivamente do banco do motorista.